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sábado, 1 de maio de 2010

ULTIMA MOVIMENTAÇÃO DO PROCESSO DO RN

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO GRANDE DO NORTE
Gabinete do Desembargador Amaury Moura Sobrinho
Embargos de Declaração em Agravo Regimental em
Mandado de Segurança com Liminar nº 2009.013967-
6/0001.01
Embargante: Banco do Brasil S/A
Advogado: Dr. Astor Bildhauer – OAB/PR 20.353
Embargado: ABBC- Associação Brasileira de Bancos
Advogado: Dr. Marcelo O. Angélico OAB/SP 94.389
Relator: Desembargador Amaury Moura Sobrinho
DESPACHO
Tendo em vista os efeitos modificativos pleiteados
nos embargos declaratórios, intime-se a embargada para,
querendo, apresentar resposta no prazo legal.
Publique-se. Intime-se.
Natal/RN, 26 de abril de 2010.
Desembargador Amaury Moura Sobrinho
Relator
00611192
ISTO PROVA QUE O PROCESSO DA LIMINAR PARA LIBERAR OS EMPRESTIMOS AINDA NÃO TERMINOU.

BB vai lutar para garantir privilégios no consignado

BB vai lutar para garantir privilégios no consignado
Banco vai conversar com Estado para que o contrato seja cumprido na íntegra
Queila Ariadne
O Banco do Brasil (BB) não vai aceitar de braços cruzados a suspensão das condições especiais para o crédito consignado, previstas em contrato assinado entre o banco e o Estado. "Vamos conversar e buscar que o contrato seja honrado em sua plenitude, com tudo o que foi combinado com o Estado", afirmou o diretor da área pública do BB, Sérgio Nazaré.
Pelo contrato, assinado em dezembro de 2009, o Estado garantiria ao banco, entre outros diferenciais, prazos maiores e custos menores para empréstimos com desconto na folha dos servidores, os chamados empréstimos consignados. Para fazer valer o acordado, o governo teria que publicar um decreto modificando a Lei Estadual 15.025, que regula o tema.
O decreto foi feito e vigoraria a partir do dia 24 de abril. Mas, um dia antes, o governo voltou atrás, atendendo a recomendações do Ministério Público Estadual (MPE). A Promotoria de Defesa do Consumidor julgou os privilégios previstos no contrato como um desrespeito à livre concorrência e à liberdade de escolha do servidor. Depois disso, a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag) revogou os itens que regulamentariam estas vantagens.
Para ter direito às condições diferenciadas, o banco pagou ao Estado R$ 320 milhões, no dia 30 de dezembro de 2009, uma prática normal no mercado. Questionado se a instituição cobraria o dinheiro de volta, já que os benefícios acordados não entraram em vigor, Sérgio Nazaré reforçou que o objetivo é fazer o contrato valer e disse que ainda tem muito a conversar com o Estado. "O banco está sempre disposto a conversar, porém somos uma empresa S.A. e fizemos um contrato. Lá está previsto o atendimento ou o não atendimento", disse.

A reportagem perguntou a Nazaré se ele poderia recorrer à Justiça, caso o governo não voltasse atrás na decisão que revogou os benefícios. "Primeiro vamos tentar resolver e tomar todas as providências para que o cumprimento do contrato ocorra", disse Nazaré.

Ele lembrou que, recentemente, o Estado da Paraíba e a capital paulista pediram a suspensão de liminares que desobrigavam as administrações de concederem condições especiais previstas em contrato assinado com o banco.
Por meio da assessoria de imprensa da Seplag, o governo afirmou que está disposto a conversar com o banco e que essas conversas já teriam começado.
A Seplag lembrou ainda que, além das condições especiais do consignado, o contrato prevê outros serviços como a centralização da receita e o pagamento de fornecedores.
Publicado em: 01/05/2010